1/18/2008

AINDA EM HIBERNAÇÃO

Estou vivo, mas continuo em hibernação...a ouvir, muito ao longe, o País de faz-de-conta

10/31/2007

CURTAS E GROSSAS II

O Sr. Ribau era uma criatura do género Autarca, espécie "modernaço e razoavelmente bem falante", por oposição à espécie "antiquado e balbuciante".

Ficava muito bem no postal laranja legendado como "autarcas que podemos apresentar à sogra alemã sem ficarmos envergonhados".

Não sei quem convenceu o rapaz que podia dar mais do que isso.

É um bocado como aqueles jogadores que brilham no Desportivo das Aves e definham no banco do Benfica.

Cada vez que abre a boca como "porta-voz" do Sr. Menezes, tresanda a sardinha assada e a febras cruzadas com fitness ao fim do dia e um jipe novinho em folha. E aquele ar de pregador de café de bairro, ligeiramente mais esperto que os outros.

Quando é que a ASAE fecha definitivamente a fábrica de onde brotam estes tipos?

CURTAS E GROSSAS I

Não deixa de ser curioso observar aqueles que se mostram surpreendidos com o pequeno expurgo em curso no PCP. Só está surpreendido quem é cínico ou ingénuo. O PC nunca foi, não é, jamais será um partido democrático.

Como já referi diversas vezes, está neste momento dominado por sargentos, sem o mínimo de capacidade, oriundos do sindicalismo.

O facto de o secretário-geral dançar em bailes de subúrbio é apenas e só um elemento folclórico.

10/18/2007

O Português Marsupial

Postos por Nosso Senhor neste cantinho sossegado e catita da Europa, longe do frio que torna os nórdicos criaturas impessoais e alienígenas, desenvolvemos características únicas.
Somos assim uma espécie de marsupiais. Animais meio bizarros, com estranhas apêndices e comportamentos incompreensíveis.
Não só nós somos diferentes, como nos alimentamos de forma diferente.
Por exemplo, muitos de nós continuam a alimentar-se de um apetitoso fruto, a trapaça. Carnudo, suculento, embora de digestão difícil, cuja árvore, a Trapaceira, se espalhou epidemicamente, pelo país, apesar de estar em vias de extinção em certas zonas da Europa.
Novos, velhos, repuxados ou gente sem idade, todos esticam a pequena mas extremamente preênsil mão para a árvore.
criatura curiosa, o homunculus lusitanus!
Mesmo aqueles espécimes que pelo seu porte, peso ou ferocidade, têm uma alimentação rica e variada, não dispensam uma trapaça de vez em quando, de preferência uma peça gorda e luzidia.
Veja-se aqui e aqui.

10/17/2007

PAÍS PEQUENO COM GENTE EM BICOS DOS PÉS

Quando se pergunta porque é que a justiça portuguesa funciona muito mal, a resposta, para além do óbvio alvo que é o poder político, não pode deixar de passar pelos próprios juízes.
Porque não estamos a falar de funcionários subalternos, obrigados a fazer o que o chefe manda, mas, no mínimo, de Quadros Altamente Qualificados, com grande poder de auto-regulação.
Digo isto com a plena consciência que os juízes são mais do que funcionários públicos, mas têm todos os tiques do pior que há no funcionalismo público.
Por isso, não admira que queiram dilacerar e esquartejar o único tribunal em que não mandam.
Sejamos claros. O critério de escolha dos juízes do TC é mais do que discutível, mas isso não significa que se deva extingui-lo.

A voracidade é tanta que o STA é o próximo alvo.

País pequeno cheio de gente em bicos dos pés.

10/16/2007

VAMOS LÁ ENTÃO BRINCAR AOS POLÍTICOS (PARTE I)

Luís Filipe Menezes fez referência à necessidade de uma nova Constituição. Fundamentou tal pretensão no facto de a Constituição em vigor não ser moderna e ter preconceitos ideológicos.
Desde logo qualquer Constituição tem normas com carácter ideológico. Se assim não fosse, seria um rótulo de detergente e não uma Constituição. A qualificação de uma ideia como preconceituosa carece de prova em contrário, isto é, da demonstração que essa ideia assenta em pressupostos falsos, o que manifestamente LFM não fez. Se por acaso o que LFM quis dizer se referia às referências ditas “socialistas”, temos aqui um problema científico e penal complicado: o mais provável é que Michael J. Fox tenha raptado Menezes e apontado o relógio para 1975. Todas as revisões constitucionais (quase todas) foram progressivamente eliminando as referências a um estado socialista. Como se demonstra facilmente, a Assembleia da República pode legislar à vontade sem ter de se preocupar com inconstitucionalidades desde que respeite princípios fundamentais que qualquer país europeu respeita.

De igual modo a ideia de acabar com o Tribunal Constitucional é curiosa. Menezes não chega a defender a extinção da função de garantia, porque sendo um rapaz estouvado, gosta de aparecer na fotografia de curso. Transformar o TC numa secção do STJ é apenas a maneira que arranjou de parecer diferente, de dizer algo de novo, ou de aparentemente novo.

Aparecer com um discurso novo é o grande problema de Menezes.

LFM tinha duas alternativas para se credibilizar: ou assumia de vez que o PSD é na sua essência, bastante parecido com o PS, derivando ambos de uma matriz social-democrata, estando a diferença nas pessoas escolhidas e nas políticas concretas ou então apontava um rumo liberal, com a consequente diminuição do papel do Estado.

Só que nenhuma das duas alternativas serve a LFM. A primeira porque não pode. A segunda porque não quer.

LFM não pode assumir essa afinidade com o PS (embora ela seja evidente, mesmo considerando que as franjas de ambos os partidos são bastante diferentes) porque o passo seguinte é o de perguntar quem são as pessoas que estão com o seu projecto, capazes de fazer a diferença e a resposta tem nomes como Mendes Bota e Zita Seabra.

Também não pode apontar para uma via liberal porque isso iria trair o núcleo duro do PSD. O núcleo duro do PSD é constituído por gente que não quer o Estado fora de nada. Quer o Estado para realizar grandes obras públicas que invariavelmente têm essa sinfonia maravilhosa intitulada “obras a mais”, quer o Estado a assobiar para o lado sempre que esticam as mãozinhas marotas para o saco do pai natal orçamental. Se sempre foi assim, o arrivismo cavaquista sedimentou no PSD essa dependência. Se LFM fosse por aí, caía em 2 tempos. Se LFM tivesse coragem de separar as águas, ia na enxurrada.

Aliás, basta ir ao site da CM de Gaia para constatar como o homem é generoso a alimentar o séquito.

Por isso, LFM diz querer redigir uma nova Constituição, abolir o Tribunal Constitucional e mais meia dúzia de lugares comuns.

Como é que o PSD chegou a isto sem dar por nada é outra questão.
Que evidentemente não vai ser discutida nos próximos tempos.
A COERÊNCIA É UM BICHO QUE MORA NOS ANTÍPODAS (OS ANTÍPODAS FICAM ALI PARA OS LADOS DA CARRAPICHOSA, ASSIM COMO QUEM VAI PARA CAMBALHOTAS DE BAIXO, SÓ QUE SE VIRA. NÃO INTERESSA SE À ESQUERDA OU À DIREITA. VIRA-SE. E PRONTO)

Paulo Rangel


6 de Outubro


16 de Outubro

O MEU LADO NEGRO, CORRIJO O MEU LADO AMARELO ICTERÍCIA

Há um lado em mim, amarelo icterícia, que deseja secretamente que Luís Filipe Menezes seja o próximo PM, de preferência acompanhado, pelo Sr. Ribau, o Sr. Marco António, o Sr. Catatau e que essa onda de esperança traga o Elmer Fudd, o Songoku e o impagável Bocas.
Para que isto chegue rapidamente ao fundo, impluda e obrigue os indígenas a reflectir e a pensar.



Depois levanto-me, bebo um café, fumo um cigarro e sorrio. Se formos mesmo ao fundo, pelo menos gargalhada não faltará.


Vejam este exemplo.