Um guarda florestal espanhol, descontente com o fim do seu contrato de trabalho, incendiou as Ilhas Canárias.
Espero que ninguém se lembre de despedir nenhum guarda das centrais nucleares espanholas.
7/31/2007
7/27/2007

A propósito disto
Será que nenhuma das cabecinhas bem pensantes que hibernam no ministério da educação percebeu que a memória é um bem essencial?
Será que ainda não se percebeu que o país pós-integração europeia é uma coisa frágil, com pés de barro enfiados em sapatinhos chineses?
Que há 40 anos, Portugal era um país a sair da ruralização, atrasado, ignorante e obscurantista?
Seria pedir muito que passassem profusamente nas escolas o programa do António Barreto (para lá da discussão sobre a sua qualidade) ou pelo menos fizessem um programa que mostrasse aos filhos do cavaquismo (para lá da responsabilidade pessoal de Cavaco) como viveram os seus pais e os seus avós?
O NOVO DIRECTOR-GERAL DO UMBIGO

Gente das Direitas e alguns das Esquerdas estremeceram de contentamento quando o Sr. Sarkozy foi escolhido como novo presidente da França.
Até porque o homem, passadas as necessidades estratégicas de flirt com a direita mais recalcitrante, mergulhou na 3ª via.
Alguns espíritos menos atentos rejubilaram com a nova aquisição, convencidos que Sarkozy seria um novo Blair.
O seu programa é mais uma tentativa de ter o melhor de dois mundos, seguindo também nisso Blair.
Sarkozy até pode ser melhor que Blair, digamos um upgrade de Blair.
Nada altera o problema de fundo.
Sarkozy é o presidente de um país que há muito só existe na cabeça dos franceses. Que há muito deixou de ter qualquer relevância cultural, social e civilizacional na Europa.
A história da França na Europa é esclarecedora. Sendo impossível pô-los fora por causa da sua localização geográfica, os franceses têm mantido o seu status quo à conta disso, com e sem cadeiras vazias. Perderam o império, mas continuam a comportar-se como um Império. Perderam a liderança intelectual da Europa e ressentidos com aquilo que consideram ser a falta de reconhecimento da sua superioridade, olham todos os outros com desprezo.
Naquilo que constitui a vida quotidiana dos europeus, não há um único símbolo francês da cultura pop. Um livro, um cantor, uma ideia. Nada.
A selecção francesa de futebol tinha nomes tão franceses como Zinedine Zidane ou Djorkaeff.
O Tintin, ou Jacques Brel são belgas.
A última encarnação de Marianne, Laetitia Casta, é um bocado de plástico deslavado, comparada com as antecessoras Deneuve e Bardot.
Não é um país. É um umbigo gigante.
Ora não me parece que Sarkozy seja o homem que do Eliseu diga, alto e bom som diga aquilo que os franceses precisam de ouvir.
Que o império acabou, que a França não é referência para ninguém em nenhuma parte do mundo a não ser em França e que o nível de vida dos franceses só se tem mantido com recursos a meios que a ética apregoada pelos próprios condena.
Sarkozy não o vai fazer, simplesmente porque se o tentasse era rapidamente engavetado no Hospice de Bicetre.
Até porque o homem, passadas as necessidades estratégicas de flirt com a direita mais recalcitrante, mergulhou na 3ª via.
Alguns espíritos menos atentos rejubilaram com a nova aquisição, convencidos que Sarkozy seria um novo Blair.
O seu programa é mais uma tentativa de ter o melhor de dois mundos, seguindo também nisso Blair.
Sarkozy até pode ser melhor que Blair, digamos um upgrade de Blair.
Nada altera o problema de fundo.
Sarkozy é o presidente de um país que há muito só existe na cabeça dos franceses. Que há muito deixou de ter qualquer relevância cultural, social e civilizacional na Europa.
A história da França na Europa é esclarecedora. Sendo impossível pô-los fora por causa da sua localização geográfica, os franceses têm mantido o seu status quo à conta disso, com e sem cadeiras vazias. Perderam o império, mas continuam a comportar-se como um Império. Perderam a liderança intelectual da Europa e ressentidos com aquilo que consideram ser a falta de reconhecimento da sua superioridade, olham todos os outros com desprezo.
Naquilo que constitui a vida quotidiana dos europeus, não há um único símbolo francês da cultura pop. Um livro, um cantor, uma ideia. Nada.
A selecção francesa de futebol tinha nomes tão franceses como Zinedine Zidane ou Djorkaeff.
O Tintin, ou Jacques Brel são belgas.
A última encarnação de Marianne, Laetitia Casta, é um bocado de plástico deslavado, comparada com as antecessoras Deneuve e Bardot.
Não é um país. É um umbigo gigante.
Ora não me parece que Sarkozy seja o homem que do Eliseu diga, alto e bom som diga aquilo que os franceses precisam de ouvir.
Que o império acabou, que a França não é referência para ninguém em nenhuma parte do mundo a não ser em França e que o nível de vida dos franceses só se tem mantido com recursos a meios que a ética apregoada pelos próprios condena.
Sarkozy não o vai fazer, simplesmente porque se o tentasse era rapidamente engavetado no Hospice de Bicetre.
7/26/2007
O TRIBUNO
Alegre tem direito às opiniões contrárias, a divergir, etc., etc. Tem direito a tudo, mesmo a trair a sua própria memória quando insinua comparações descabidas.
A história política de Manuel Alegre é a história de muitos portugueses. Ou pelo menos segue o mesmo padrão.
A seguir ao 25 de Abril e abortada a tentativa de bolchevização do país, sonhou com um país ideal, retalhos de um lado e de outro a que se juntava muita imaginação e diletantismo. Nada no passado recente ou no futuro minimamente previsível faria supor que tal país fosse possível.
E mesmo que fosse possível, as opções das pessoas desmentiram que fosse desejável.
É nesse país impossível, feito de homens bons e fraternos, de políticos que com uma palavra apenas poriam o mais recalcitrado indolente a trabalhar que nem um louco, que do alto de uma tribuna transformariam as relações sociais velhas de séculos, essa ideia que a democracia, pela sua natureza intrínseca triunfaria, que vive Manuel Alegre.
Muitos socialistas consideram-no uma espécie de reserva moral do Partido. Ora, Alegre não é nenhuma reserva moral simplesmente porque a moral não se prega, pratica-se.
No caso, pratica quando lhe convém. Porque nunca recusou as benesses da classe política (o argumento de que nunca aceitou um cargo no Governo é lamentável num homem que pretende ser intelectualmente sério), sempre conviveu razoavelmente bem com o aparelhismo, com a troca de favores e mais grave, com o populismo, a demagogia e o caciquismo (como no caso da co-incineração).
Manuel Alegre vive hoje no Pais que sonhou em 1976, em conjunto com um punhado de gente bem intencionada e levemente paternalista.
Lamento que cada vez mais seja visto como uma criatura anacrónica, olhada do lado de cá do espelho, com uma certa curiosidade que rapidamente se transforma em enfado.
Como diz o boneco do contra, a Manuel Alegre ninguém o cala. O problema é que eu já não tenho grande paciência para o ouvir.
A história política de Manuel Alegre é a história de muitos portugueses. Ou pelo menos segue o mesmo padrão.
A seguir ao 25 de Abril e abortada a tentativa de bolchevização do país, sonhou com um país ideal, retalhos de um lado e de outro a que se juntava muita imaginação e diletantismo. Nada no passado recente ou no futuro minimamente previsível faria supor que tal país fosse possível.
E mesmo que fosse possível, as opções das pessoas desmentiram que fosse desejável.
É nesse país impossível, feito de homens bons e fraternos, de políticos que com uma palavra apenas poriam o mais recalcitrado indolente a trabalhar que nem um louco, que do alto de uma tribuna transformariam as relações sociais velhas de séculos, essa ideia que a democracia, pela sua natureza intrínseca triunfaria, que vive Manuel Alegre.
Muitos socialistas consideram-no uma espécie de reserva moral do Partido. Ora, Alegre não é nenhuma reserva moral simplesmente porque a moral não se prega, pratica-se.
No caso, pratica quando lhe convém. Porque nunca recusou as benesses da classe política (o argumento de que nunca aceitou um cargo no Governo é lamentável num homem que pretende ser intelectualmente sério), sempre conviveu razoavelmente bem com o aparelhismo, com a troca de favores e mais grave, com o populismo, a demagogia e o caciquismo (como no caso da co-incineração).
Manuel Alegre vive hoje no Pais que sonhou em 1976, em conjunto com um punhado de gente bem intencionada e levemente paternalista.
Lamento que cada vez mais seja visto como uma criatura anacrónica, olhada do lado de cá do espelho, com uma certa curiosidade que rapidamente se transforma em enfado.
Como diz o boneco do contra, a Manuel Alegre ninguém o cala. O problema é que eu já não tenho grande paciência para o ouvir.

O caso charrua é apenas um caso tornado público porque na guerrilha “milenar” que os aparelhos (sobretudo do PS e do PSD) uma das partes resolveu lançar mão de um mecanismo pouco utilizado.
Nesta guerra de bolso que nos últimos trinta anos caracterizou a administração pública e lhe minou por completo (entre outras razões) a possibilidade de servir para o objectivo constitucionalmente determinado, o cenário é simples.
De um lado estão os aparelhos locais e distritais do partido dominante. Enchem tudo quando é repartição e departamento dos seus, que fazem a vida negra às tropas do partido da oposição.
O medo dos funcionários públicos que se fala é de dois tipos. Por um lado o medo dos incompetentes que os partidos foram despejando na administração pública. Têm medo que, passando a ser avaliados, sejam politicamente saneados e não apenas prejudicados nos seus cargos e benesses. Por outro lado há o medo de quem, nunca tendo estado sujeito a qualquer avaliação minimamente rigorosa, teme que seja avaliado por um quadro político que o lixe.
Mas o medo é sobretudo desta gente que há anos pulula na administração, com base em nomeações políticas.
Até agora a guerrilha consistia em tabefes nos adversários quando se estava na mó de cima. Da parte passiva, o papel era suportado com galhardia, pois como o sistema é rotativo, o agredido de hoje é o agressor de amanhã. Mas tirando umas escoriações, uns telemóveis retirados e uma ou outra benesse cortada, tudo corria na perfeição.
Não conheço o sr. charrua ou a sr.ª moreira e por isso não posso afirmar que podem ser tipificados como boys.
Claro que o Prof. Charrua (que não dá aulas há 2 décadas) e a Dr.ª Moreira (com aquelas poses da tipa esperta e bem falante que espremida deita duas gotinhas) são óptimos candidatos ao que se chama boys.
É por isso que acho graça a muitos dos que tem comentado esta situação como algo de novo. Como uma claustrofobia. Primeiro porque muitos deles conhecem bem melhor que eu a partidarite e o aparelhismo. Aliás, muitos nomeiam ou nomearam boys.
Porque a única diferença entre esta situação e as milhares que se passam na administração pública é que em vez de uma chapada ou de um carolo, tentou dar-se um pontapé no rabo do visado.
E isso vai contra as regras cénicas em vigor. Podem puxar os cabelos, fazer uma rasteira ou vá lá, puxar uma orelha. Mas não deixar marca.
Esta gente, estes quadros dos partidos que há anos invadem a administração pública, passam por diversos cargos sempre sem qualquer escrutínio sério são um dos cancros do país.
Fazer de um arrufo local entre dois membros dessa confraria assunto nacional, só porque um deles abusou da dose habitual, sem se discutir e relevar que o importante seria limpar de vez a Administração Pública é apenas uma forma retorcida de manter tudo como está.
Nesta guerra de bolso que nos últimos trinta anos caracterizou a administração pública e lhe minou por completo (entre outras razões) a possibilidade de servir para o objectivo constitucionalmente determinado, o cenário é simples.
De um lado estão os aparelhos locais e distritais do partido dominante. Enchem tudo quando é repartição e departamento dos seus, que fazem a vida negra às tropas do partido da oposição.
O medo dos funcionários públicos que se fala é de dois tipos. Por um lado o medo dos incompetentes que os partidos foram despejando na administração pública. Têm medo que, passando a ser avaliados, sejam politicamente saneados e não apenas prejudicados nos seus cargos e benesses. Por outro lado há o medo de quem, nunca tendo estado sujeito a qualquer avaliação minimamente rigorosa, teme que seja avaliado por um quadro político que o lixe.
Mas o medo é sobretudo desta gente que há anos pulula na administração, com base em nomeações políticas.
Até agora a guerrilha consistia em tabefes nos adversários quando se estava na mó de cima. Da parte passiva, o papel era suportado com galhardia, pois como o sistema é rotativo, o agredido de hoje é o agressor de amanhã. Mas tirando umas escoriações, uns telemóveis retirados e uma ou outra benesse cortada, tudo corria na perfeição.
Não conheço o sr. charrua ou a sr.ª moreira e por isso não posso afirmar que podem ser tipificados como boys.
Claro que o Prof. Charrua (que não dá aulas há 2 décadas) e a Dr.ª Moreira (com aquelas poses da tipa esperta e bem falante que espremida deita duas gotinhas) são óptimos candidatos ao que se chama boys.
É por isso que acho graça a muitos dos que tem comentado esta situação como algo de novo. Como uma claustrofobia. Primeiro porque muitos deles conhecem bem melhor que eu a partidarite e o aparelhismo. Aliás, muitos nomeiam ou nomearam boys.
Porque a única diferença entre esta situação e as milhares que se passam na administração pública é que em vez de uma chapada ou de um carolo, tentou dar-se um pontapé no rabo do visado.
E isso vai contra as regras cénicas em vigor. Podem puxar os cabelos, fazer uma rasteira ou vá lá, puxar uma orelha. Mas não deixar marca.
Esta gente, estes quadros dos partidos que há anos invadem a administração pública, passam por diversos cargos sempre sem qualquer escrutínio sério são um dos cancros do país.
Fazer de um arrufo local entre dois membros dessa confraria assunto nacional, só porque um deles abusou da dose habitual, sem se discutir e relevar que o importante seria limpar de vez a Administração Pública é apenas uma forma retorcida de manter tudo como está.
WOLVERINES DEPILADOS

O Público surgiu, no início da década de 90 do século passado, como um jornal inovador, rigoroso e “moderno”.
Por mais indeterminados que sejam alguns dos conceitos acima referidos, ficou clara a vertente liberal e a imagem contemporânea do jornal.
Com melhores ou piores cronistas, melhor ou pior grafismo, o Público foi ganhando o seu espaço e a sua credibilidade.
Acontece que o jornal teve azar.
Teve o azar de o seu principal accionista ter perdido uma batalha, que em termos simbólicos, significou uma derrota daquilo que o jornal (e o seu accionista) sempre defenderam: Uma sociedade forte e um Estado menos intrusivo.
A partir desse momento o público, tendo à cabeça José Manuel Fernandes, desencadeou uma guerra sem quartel contra o actual governo.
O mesmo Público que antes se enamorara por José Sócrates (como aliás boa parte da comunicação social) morde-lhe hoje as canelas.
Para ser bastante claro: Sócrates tem muitos pontos fracos e fragilidades claras. Erra. É teimoso.
Mas isso não justifica que um jornal rigoroso como o Público pretende ser, ataque permanentemente e de forma idêntica um erro grave e um fait divers mais ou menos infeliz do governo.
Não estou a falar do diploma ou sequer do caso charrua.
Estou a afirmar que existem indícios claros de que o Público se deixa utilizar para ataques ao governo e que um jornal de referência não pode baixar o seu nível só porque o seu principal accionista ficou chateado com o governo ou porque a redacção chegou à conclusão que o governo afinal é um bluff.
Um jornal sério e rigoroso não pode guardar notícias para a melhor ocasião, não pode publicar hoje rumores que ignorou ontem, só porque hoje não acredita no Primeiro-Ministro.
É-me absolutamente indiferente se o eng.º Belmiro falou com José Manuel Fernandes ou não, se lhe deu instruções ou não, até porque não faço parte da CMVM.
José Manuel Fernandes nem sequer precisava disso para iniciar a guerrilha. Estamos a falar de um wolverine. Depilado, mas de dentinhos e garras afiados.
Como na política, no jornalismo as aparências contam e as coincidências são perigosas.
Temos pena.
Por mais indeterminados que sejam alguns dos conceitos acima referidos, ficou clara a vertente liberal e a imagem contemporânea do jornal.
Com melhores ou piores cronistas, melhor ou pior grafismo, o Público foi ganhando o seu espaço e a sua credibilidade.
Acontece que o jornal teve azar.
Teve o azar de o seu principal accionista ter perdido uma batalha, que em termos simbólicos, significou uma derrota daquilo que o jornal (e o seu accionista) sempre defenderam: Uma sociedade forte e um Estado menos intrusivo.
A partir desse momento o público, tendo à cabeça José Manuel Fernandes, desencadeou uma guerra sem quartel contra o actual governo.
O mesmo Público que antes se enamorara por José Sócrates (como aliás boa parte da comunicação social) morde-lhe hoje as canelas.
Para ser bastante claro: Sócrates tem muitos pontos fracos e fragilidades claras. Erra. É teimoso.
Mas isso não justifica que um jornal rigoroso como o Público pretende ser, ataque permanentemente e de forma idêntica um erro grave e um fait divers mais ou menos infeliz do governo.
Não estou a falar do diploma ou sequer do caso charrua.
Estou a afirmar que existem indícios claros de que o Público se deixa utilizar para ataques ao governo e que um jornal de referência não pode baixar o seu nível só porque o seu principal accionista ficou chateado com o governo ou porque a redacção chegou à conclusão que o governo afinal é um bluff.
Um jornal sério e rigoroso não pode guardar notícias para a melhor ocasião, não pode publicar hoje rumores que ignorou ontem, só porque hoje não acredita no Primeiro-Ministro.
É-me absolutamente indiferente se o eng.º Belmiro falou com José Manuel Fernandes ou não, se lhe deu instruções ou não, até porque não faço parte da CMVM.
José Manuel Fernandes nem sequer precisava disso para iniciar a guerrilha. Estamos a falar de um wolverine. Depilado, mas de dentinhos e garras afiados.
Como na política, no jornalismo as aparências contam e as coincidências são perigosas.
Temos pena.
7/25/2007
FONDUE DE QUEIJO
Esta já vem com atraso, mas não posso deixar passarO Dr. Paulo Portas, naquela sua sôfrega necessidade de mostrar a Luz e o Caminho aos portugueses, tem tido alguns revezes.
Espécie de flautista de Hamelin que incapaz de tocar flauta, usa queijo para conduzir os ratos. Mas (e nestes contos há sempre um mas) como é rapaz de boa criação e de generosa fidalguia, em vez de partir o queijo em pedaços, faz um fondue de queijo.
Paulo pensa não poder praticar política prejudicado por perniciosas peças públicas.
Paulo quer que nos esqueçamos que não sendo o pecador original, foi um torquemadazinho bem arrimado nessa fina guilhotina que se chamou “ O Independente”.
NÓS, CONCHAS MEDÍOCRES E BAÇAS À BEIRA-MAR ESPARRAMADAS

Durante anos e anos, dessa criatura solene e obsoleta, escorreu um líquido viscoso e podre, certamente criado no seu ventre inchado, cada vez mais inchado, que de tudo se alimentou, preferindo sobretudo pacotes discretos em numerário.
Na sua ética de clã, todos se alimentaram. Amanuenses analfabetos e sisudos, que nos miravam com a altivez e o desprezo de quem domina, de quem, sem mérito ou competência, pode subjugar o outro. Licenciados em rame-rame ornamentado com frases bacocas, criaturas negando Copérnico, padrecas de fato cheio de caspa.
Todos fizeram pela vidinha. De forma despudorada, não só nada dando em troca, como pactuando, por acção ou omissão, com todo o tipo de trapaças.
Vem agora o Sr. Barata Lopes, Presidente da Ordem dos Notários, resmungar contra o óbvio, contra o evidente, contra o indispensável.
Diz o Sr. Barata Lopes que os cidadãos perdem garantias. Que se facilita a fraude.
Como é que este senhor tem a distinta lata de abrir a boca, de sequer fazer um esgar?!
Todos nós (sobretudo aqueles que pertencem a grupos protegidos) fizemos pela vidinha. Aldrabámos e surripiámos o próximo desculpando-nos com “O Sistema”, “A Burocracia”, ou “A Lei”.
Mas como na história do outro, há uns que surripiaram mais.
E normalmente são os que, devendo estar calados, mais reclamam.
Continuamos conchas medíocres e baças à beira-mar esparramadas.
Na sua ética de clã, todos se alimentaram. Amanuenses analfabetos e sisudos, que nos miravam com a altivez e o desprezo de quem domina, de quem, sem mérito ou competência, pode subjugar o outro. Licenciados em rame-rame ornamentado com frases bacocas, criaturas negando Copérnico, padrecas de fato cheio de caspa.
Todos fizeram pela vidinha. De forma despudorada, não só nada dando em troca, como pactuando, por acção ou omissão, com todo o tipo de trapaças.
Vem agora o Sr. Barata Lopes, Presidente da Ordem dos Notários, resmungar contra o óbvio, contra o evidente, contra o indispensável.
Diz o Sr. Barata Lopes que os cidadãos perdem garantias. Que se facilita a fraude.
Como é que este senhor tem a distinta lata de abrir a boca, de sequer fazer um esgar?!
Todos nós (sobretudo aqueles que pertencem a grupos protegidos) fizemos pela vidinha. Aldrabámos e surripiámos o próximo desculpando-nos com “O Sistema”, “A Burocracia”, ou “A Lei”.
Mas como na história do outro, há uns que surripiaram mais.
E normalmente são os que, devendo estar calados, mais reclamam.
Continuamos conchas medíocres e baças à beira-mar esparramadas.
7/20/2007
LA PALISSE NA LAPA
José Pacheco Pereira com conhecimento de causa, fez ontem uma afirmação trivial, mas que explica, de forma clara, a crise no PSD: Partidos feitos para o poder, quando não têm poder estão sempre em crise.
O resto são amendoins.
O resto são amendoins.
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