7/09/2007



É impressão minha ou isto:








está cada vez mais parecido com isto

7/06/2007

Cucurbita Máxima









Tenho isto plantado no Quintal, no meio disto.







Espantosamente fala.

Todas as manhãs me cumprimenta e me pede que a arranque e mande para a Austrália. Está convencida que é Primeiro-Ministro daquele País. E eu a pensar, na minha ignorância de urbano, que a bizarria estava restrita ao reino animal.

Ele há cada planta mais estranha!

Nós já tivemos até uma Beringela nomeada para chefe do governo, se bem me lembro…

Será que a culpa é das culturas transgénicas?

Ajude-me, Eng.º Sousa Veloso

ORGASMO EUROPEU

Anuncia o Correio da Manhã que dois eurocratas protestaram contra o carácter pornográfico de um filme promocional da Comissão Europeia.

Primeiro, é espantoso como é que alguém pode considerar pornográfico um filme patrocinado por uma instituição liderada pelo asséptico José Manuel Barroso;

Segundo, se isto http://www.youtube.com/watch?v=SpXVOE1n-MY é pornográfico, a Jessica Rabbit faz filmes Hard Core que envergonham a Cicciolina;

Terceiro, pela duração da coisa (44 segs.) pode ficar no ar a ideia de que os europeus são, em geral, ejaculadores precoces. Ora, eu autorizo os eurocratas a legislarem ferozmente sobre o tamanho admissível de couves e rábanos, mas no que toca ao sexo sou um ferrenho adepto da subsidiariedade.

7/03/2007

CÍRCULOS UNI QUÊ? NOMINAIS? E ALKA SELTZER OU UM CAFÉ PARA RECUPERAR A SOBRIEDADE, NÃO VAI? (ESBOÇO I)

Um dos maiores logros que se tem tentando introduzir no debate político é a criação de círculos uninominais.

Normalmente tenho bastantes dúvidas e engano-me com frequência.

Sobre esta questão não tenho qualquer dúvida e estou convencido que não me engano.

O principal fundamento de quem defende os círculos uninominais é o da necessidade de aproximar eleitores e eleitos. Responsabilizando os deputados perante quem os elege.

Eu não me sinto melhor representado por alguém só porque esse alguém mora na minha rua, na minha cidade ou no meu concelho.

Os círculos uninominais, na sua fórmula pura, conduzem a uma completa distorção da realidade. Como em cada círculo só é eleito o candidato mais votado, pode ter sido eleito por menos de um terço dos eleitores, mas representa todos eles.

Nós temos um sistema político desequilibrado e autista, em que se passa de uma realidade municipal para uma realidade nacional, sem uma estrutura intermédia que de forma evidente, é necessária.

Está incutida na sociedade portuguesa a ideia que o parlamento é uma Corte, constituída por representadas das diversas zonas do País, ao estilo da Idade Média. Mas não é. É um Parlamento nacional, em que os titulares devem desempenhar o seu cargo pensando numa perspectiva nacional, mesmo quando votam uma Lei que tenham uma incidência geográfica mais restrita.

O que eu quero é um deputado que pense o País como um todo e não um cacique, porque é o caciquismo que se vai promover se os círculos uninominais avançarem. Como foi eleito pelo seu círculo, o deputado em causa sentir-se-á compelido a defender apenas e só os interesses daqueles que o elegeram, sem ter uma perspectiva global do País. Teremos uma Assembleia constituída por 230 representantes dos seus próprios interesses, aumentando a já longa rede clientelar que caracteriza o exercício do poder político.

Preconizo um sistema completamente diferente. Entendo que a melhor solução é um círculo nacional único. Com a possibilidade de os eleitores escolherem os deputados que querem ver na Assembleia. Eu voto no partido A, mas escolho o deputado B, a deputada C, o deputado D, etc..

Assim, posso exigir aos deputados que elegi o cumprimento dos seus projectos, posso acompanhar aquilo que fazem porque sei exactamente quem elegi.

Sem a batota dos círculos uninominais.

Como também entendo que certas questões têm um carácter regional e não meramente local, parece-me obvio que devem ser criadas regiões, com órgãos eleitos.

Afirmar que uma eleição onde o eleitor tem que escolher, para além do partido, os deputados é um argumento de cariz processual que pela sua própria natureza cede perante a substância do problema.

(este texto é um esboço, muito mal estruturado e pouco congruente. Voltarei ao assunto)

6/29/2007

ENTRETIDOS COM A BANDA DESENHADA DO HOMEM-ARANHA, NINGUÉM LÊ RUSSELL?

O mais espantoso do caso do dia “Centro de Saúde” é que ninguém faz a pergunta que realmente importa: Mas porque raio é que um director de centro de saúde é escolhido pela sua filiação/simpatia partidária? Seja PC, PS, PSD ou CDS e futuramente BE.

A DIRECTORA, O MARIDO, O MÉDICO E O VEREADOR

a directora do centro de saúde de vieira do Minho, casada com o vice-presidente da câmara lá do sítio, foi exonerada por não ter impedido que um médico desse centro de saúde, também vereador na mesma câmara, colocasse um qualquer cartaz alusivo ao ministro da saúde. foi substituída por um senhor, também vereador numa das câmaras da região.

(esta estória não merece maiúsculas)

É o Portugal dos Pequeninos, dos aparelhos partidários locais a funcionar num estado de despeito autocrático, o outro lado do espelho do Estado de Direito Democrático oficial.


Que La Féria aproveite a história e faça uma boa ópera bufa.

6/28/2007

DEPOIS DO PÂNTANO, FINALMENTE A PLANÍCIE

Francisco Louçã apareceu na política portuguesa há muitos anos, quando grande parte dos seus apoiantes de hoje ainda viam a Pipi das Meias Altas. Louçã tem a tarimba das intermináveis discussões feitas de estocadas de florete entremeadas com golpes de martelo-pilão, que caracterizou durante anos um habitat muito particular da política portuguesa – a esquerda dita revolucionária. Hoje, com um mimetismo curioso (ou talvez não, dado que muitos dos protagonistas são os mesmos) a sua função é ocupada por uma “fauna” que embevece qualquer David Attenborough da política – os liberais (seja lá o que isso for).

No final dos anos 90, Louçã conseguiu finalmente tornar os jovens lobos numa coisa séria q.b. – O Bloco de Esquerda.

Sobretudo porque Louçã, goste-se ou não das suas posições, está muito acima da mediania que caracteriza o resto do grupo, percebeu por que caminho tinha espaço para avançar, o Bloco cresceu.

E quando parecia que o caminho iria ser feito com relativa calma, as coisas complicaram-se.

Primeiro com o mau desempenho nas autárquicas de 2005. Depois com os péssimos resultados nas Presidenciais. A confusão estava instalada e o rumo escolhido parecia ser quase suicidário. Louçã (ou o Bloco) resolveu virar-se para os sindicatos que desde sempre tinham sido dominados pelo PC. O PC, que em qualquer circunstância ficaria com um sentimento de despeito, pior ficou, dado que o comité central é hoje constituído por muitos sindicalistas (a começar em Jerónimo). Para mais quando Carvalho da Silva está longe de ter a confiança do comité (basta ver José Ernesto Cartaxo no papel de sombra). O PC reagiu violentamente.

Dir-se-ia que com violência a mais, o que não admira, dada a miopia da actual direcção. Procurou escorraçar o Bloco da GCTP e satélites adjacentes.

E, na ânsia de marcar posição marcou (entre outras razões) a Greve Geral. Francisco Louçã, com lodo até ao pescoço, sorriu.

A greve geral foi o maior insucesso de Jerónimo de Sousa e um ramo que permitiu ao Bloco e sobretudo a Louça sair do pântano. Dias depois, Louçã, sentenciava, ufano que os sindicatos não eram propriedade de nenhum partido (estou a citar de côr).

Louçã, depois de quase dois anos de chafurdice no pântano, estava agora de regresso à planície. Tudo graças ao PCP.

A política é mesmo irónica, não é?




De regresso...

Após o habitual período de recolhimento, estou de volta...

6/01/2007

ALPINISMO

Eis que chega a época de Alpinismo...

Até Julho.

5/31/2007

PATERNALISMOS ANACRÓNICOS

Daniel Oliveira é um bloquista e um bloguista sobejamente conhecido.

De vez em quando passo pelo seu blogue (naqueles dias do mês em que a paciência não está a zero) onde, na última passagem encontrei esta pérola
“Sete Razões para fazer greve – É evidente que se o nosso Estado é irracional no uso dos seus recursos financeiros, também o é no uso dos seus recursos humanos. Há situação disparatadas em quase todos os serviços públicos. Mas devemos ser claros: num país em que se recebe mal, o “emprego para a vida” foi a forma do Estado compensar a fragilidade do tecido económico do país.”

Ou seja, o Daniel Oliveira acha que a solução para um país onde se recebe mal é criar emprego público para a vida, seja ou não necessário, socialmente justo e economicamente sustentável. Já para não falar do facto de, não sendo possível assegurar emprego público a toda a gente, quem não têm essa benesse está a ser comparativamente lesado.

Acresce que como o Daniel Oliveira bem sabe, a esmagadora maioria das pessoas que acederam à Função Pública não são propriamente pobres ou de classes sociais desfavorecidas, mas da classe média.

Eu pensei que a solução para compensar a fragilidade do tecido económico passava por coisas como a criação de infra-estruturas viárias, a fiscalização da concorrência desleal e de outros comportamentos análogos ou a formação profissional.

Estou obviamente enganado.

Acrescento apenas que esta visão das coisas tem suficientes pontos de contacto com a forma de ver as coisas do Dr. Oliveira Salazar, que gostava de proteger os seus conterrâneos de quase tudo, sobretudo da sociedade livre e aberta que mesmo com entorses, se ia construindo na Europa, o que devia levar Daniel Oliveira e os seus correligionários a uma reflexão séria.

E de preferência sem espasmos ou despeito.