Certos nomes, rótulos ou alcunhas acabam por definir efectivamente a substância do que anunciam.
Veja-se o exemplo da ESQUERDA PÁ, esse conjunto mais ou menos inorgânico de saudosos do PREC, do calor humano das manifestações, "istas" (maoistas, marxistas e na sua grande maioria chupistas) pseudo-reciclados, grilos falantes de café e tertúlias catitas.
O pá não vem do tique de acabar as frases com o tradicional pá!.
Nada disso.
É uma referência clara e óbvia ao utensílio doméstico.
A pá onde se juntou todo o lixo ideológico varrido pela história, feito de preconceito, ignorância e uma biblioteca com o seu muito peculiar Index Librorum Prohibitorum.
8/19/2008
AND NOW FOR SOMETHING COMPLETELY STUPID
A D. Helena Matos destaca-se pelo rigor, nesse funny new world que é a blogosfera. Pelo rigor, seriedade, isenção e quando está mais inspirada, por uma completa ausência de sentido do ridículo.
BATOTEIROS
Parece que a nação está um bocado deprimida por causa de medalhas. Longe vão os tempos em que quase todos os produtos que consumíamos tinham estampados nas embalagens uma dezena de medalhas (vencedor da medalha de oiro para o melhor óleo vegetal em Bruxelas 1880, Paris 1900, Londres 1930 etc.), reforçando esse mito português condensado no lema "o que é nacional é bom" - até porque não havia mais nada, com excepção de Badajoz, claro. Mas essa é outra história.
As medalhas de hoje são as olímpicas e "a malta" está não só desiludida como até ressentida com as justificações dos "Atletas".
Ora, vamos lá ver as coisas com calma. Nós somos dos melhores do mundo em quase tudo. Desde que em igualdade de circunstâncias com os outros.
No caso vertente, os outros (digamos, os atletas de todos os outros países) não estão em igualdade de circunstâncias com os nossos atletas. Têm vantagens que nem os melhores genes portugas conseguem ultrapassar. Treinaram. Durante anos a fio treinaram afincadamente. Levantavam-se de manhã (05.00) e davam a volta ao bairro, arrastando o desgraçado do cão. Os atletas tugas, levantavam-se um pouco mais tarde e atravessavam a rua, até ao café do bairro, arrastados pelo cão. Os portugueses são os únicos que estão lá pelo desporto. Os outros são profissionais, levam a coisa a sério.
Veja-se por exemplo aquele rapaz dos lançamentos, o Fortes. Raramente lança seja o que for, além das cascas de tremoços na esplanada do café. Tornou-se lançador por mero acaso. Estava no café e lançou uma casca de tremoço para o outro lado da rua, que acertou num senhor que por acaso tinha um primo que conhecia um senhor amigo de uma dirigente da secção de atletismo do Sporting. O rapaz só anda lá por causa do equipamento, por acaso o mais bonito do mundo. Ou o "atleta" que ficou intimidado ao ver tanta gente no estádio. Percebe-se. Está habituado a ver bancadas pré-fabricadas, onde invariavelmente só estão a mãe, o pai, a avó, o cão e a namorada, a puxar, histéricos, por ele.
Para o atleta tuga, todos os outros são criaturas estranhas e psicóticas.
A única excepção chama-se Vanessa. Treina como os outros, diariamente, durante semanas, meses, anos. Está pois em condições de igualdade.
Por isso, meus caros concidadãos, não há que ficar de monco caído.
Nós somos os melhores. Os outros é que fazem batota.
Treinam.
As medalhas de hoje são as olímpicas e "a malta" está não só desiludida como até ressentida com as justificações dos "Atletas".
Ora, vamos lá ver as coisas com calma. Nós somos dos melhores do mundo em quase tudo. Desde que em igualdade de circunstâncias com os outros.
No caso vertente, os outros (digamos, os atletas de todos os outros países) não estão em igualdade de circunstâncias com os nossos atletas. Têm vantagens que nem os melhores genes portugas conseguem ultrapassar. Treinaram. Durante anos a fio treinaram afincadamente. Levantavam-se de manhã (05.00) e davam a volta ao bairro, arrastando o desgraçado do cão. Os atletas tugas, levantavam-se um pouco mais tarde e atravessavam a rua, até ao café do bairro, arrastados pelo cão. Os portugueses são os únicos que estão lá pelo desporto. Os outros são profissionais, levam a coisa a sério.
Veja-se por exemplo aquele rapaz dos lançamentos, o Fortes. Raramente lança seja o que for, além das cascas de tremoços na esplanada do café. Tornou-se lançador por mero acaso. Estava no café e lançou uma casca de tremoço para o outro lado da rua, que acertou num senhor que por acaso tinha um primo que conhecia um senhor amigo de uma dirigente da secção de atletismo do Sporting. O rapaz só anda lá por causa do equipamento, por acaso o mais bonito do mundo. Ou o "atleta" que ficou intimidado ao ver tanta gente no estádio. Percebe-se. Está habituado a ver bancadas pré-fabricadas, onde invariavelmente só estão a mãe, o pai, a avó, o cão e a namorada, a puxar, histéricos, por ele.
Para o atleta tuga, todos os outros são criaturas estranhas e psicóticas.
A única excepção chama-se Vanessa. Treina como os outros, diariamente, durante semanas, meses, anos. Está pois em condições de igualdade.
Por isso, meus caros concidadãos, não há que ficar de monco caído.
Nós somos os melhores. Os outros é que fazem batota.
Treinam.
MAPA JUDICIÁRIO
Não analisei com a mínima atenção o novo Mapa Judiciário. No entanto tenho a certeza que é óptimo.
Para tal convicção foi suficiente a opinião do sr. Cluny. Tenho este modo lapidar, tosco até, de analisar as reformas da justiça. Tudo o que merece a desaprovação do sr. Cluny, com aquele ar de funcionário enfadado, tem o meu imediato e entusiástico apoio.
Cada um é para o que nasce. Estou absolutamente convencido que o sr. Cluny é daquelas criaturas colocadas na terra por Nosso Senhor para nos guiar. Um farol, portanto. Nunca se deve ir por onde vai o sr. Cluny.
Louvado seja.
Amén.
À mãe, ao pai e ao filho também.
Para tal convicção foi suficiente a opinião do sr. Cluny. Tenho este modo lapidar, tosco até, de analisar as reformas da justiça. Tudo o que merece a desaprovação do sr. Cluny, com aquele ar de funcionário enfadado, tem o meu imediato e entusiástico apoio.
Cada um é para o que nasce. Estou absolutamente convencido que o sr. Cluny é daquelas criaturas colocadas na terra por Nosso Senhor para nos guiar. Um farol, portanto. Nunca se deve ir por onde vai o sr. Cluny.
Louvado seja.
Amén.
À mãe, ao pai e ao filho também.
THE SILLY SEASON CHRONICLES
Há 2 semanas, o jornal "Expresso" publicava uma primeira página "metrossexual": Cavaco chateado com Sócrates por causa de Manuela. O artigo propriamente dito era uma imenso nada, feito de boatos, coincidências e mau jornalismo. Insinuava (?!) que o PR poderia vetar o novo Mapa Judiciário.
Afinal, o mapa foi promulgado.
Claro que o Expresso pode sempre alegar que era apenas uma hipótese e esperar que algum dos diplomas referidos no artigo venha a ser vetado, para afirmar retumbante, a sua sagacidade e conhecimento do milieu político, mas não deixa de ser um caso claro de frete político.
Ou se calhar nem isso. Se calhar é apenas e só mau jornalismo de verão.
Felizmente o Expresso é um jornal bojudo e bastante largo, o que dá muito jeito para pôr debaixo da gaiola dos pássaros.
Afinal, o mapa foi promulgado.
Claro que o Expresso pode sempre alegar que era apenas uma hipótese e esperar que algum dos diplomas referidos no artigo venha a ser vetado, para afirmar retumbante, a sua sagacidade e conhecimento do milieu político, mas não deixa de ser um caso claro de frete político.
Ou se calhar nem isso. Se calhar é apenas e só mau jornalismo de verão.
Felizmente o Expresso é um jornal bojudo e bastante largo, o que dá muito jeito para pôr debaixo da gaiola dos pássaros.
8/06/2008
A NÓDOA
O Dr. Vasco Graça Moura foi, nos tempos do cavaquismo, uma espécie de moicano, que pela sua retórica, gerou pequenos ódios.
Note-se que toda a sua capacidade argumentativa nunca conseguiu esconder o rísivel da substância. Que mais ridícula se tornou, quando se verificou, mais uma vez que o PSD era e é um partido sem ideologia, onde se confunde a liberdade de pensamento com o desconchavo doutrinário.
Esta atitude, vinda de alguém como o Sr. Moura, suscita-me a seguinte questão: o exercício político é um acto de razão ou de emoção?
Entendo que deve ser, na sua prática, um exercício da razão, sob pena de se tornar um facciosismo.
A tese central do Dr. Moura, tem subjacente uma realidade mais do que improvável, absolutamente desmentida pelos factos: no PSD, embora estejamos ideologicamente perto do PS, somos diferentes, melhores.
Não fundamenta, não justifica, não demonstra.
Ora, o Dr. Moura é demasiado inteligente para ser faccioso. Julga no entanto que a melhor maneira de agitar a populaça é apelar aos sentimentos mais primários, suscitar nos seus apaniguados e nos seus opositores coisas bem manipuláveis, evitando discutir assim o essencial.
Porque o essencial é de uma pobreza atroz, resultado de um PSD que não soube recuperar no penoso pós-cavaquismo.
O populismo do Dr. Meneses, mais tosco, foi substituído pelo populismo manipulador e mais burilado do Dr. Moura.
Por debaixo do sólido social-democrata Moura continua a existir um cínico, um timoneiro de trazer por casa.
O manipulador sobrevive das reacções dos outros, criatura mal amanhada que vai repetindo os mesmos gestos, espécie de personagem de filmes de ficção-científica de série B.
Temos pena. Anteontem a procriativa funcionalista, ontem o estrangeirado insípido, hoje o manipulador.
Não vou perder mais tempo com o Dr. Moura.
Amanhã esta gente pode estar no poder.
Copenhague, mon amour, here I came.
Note-se que toda a sua capacidade argumentativa nunca conseguiu esconder o rísivel da substância. Que mais ridícula se tornou, quando se verificou, mais uma vez que o PSD era e é um partido sem ideologia, onde se confunde a liberdade de pensamento com o desconchavo doutrinário.
Esta atitude, vinda de alguém como o Sr. Moura, suscita-me a seguinte questão: o exercício político é um acto de razão ou de emoção?
Entendo que deve ser, na sua prática, um exercício da razão, sob pena de se tornar um facciosismo.
A tese central do Dr. Moura, tem subjacente uma realidade mais do que improvável, absolutamente desmentida pelos factos: no PSD, embora estejamos ideologicamente perto do PS, somos diferentes, melhores.
Não fundamenta, não justifica, não demonstra.
Ora, o Dr. Moura é demasiado inteligente para ser faccioso. Julga no entanto que a melhor maneira de agitar a populaça é apelar aos sentimentos mais primários, suscitar nos seus apaniguados e nos seus opositores coisas bem manipuláveis, evitando discutir assim o essencial.
Porque o essencial é de uma pobreza atroz, resultado de um PSD que não soube recuperar no penoso pós-cavaquismo.
O populismo do Dr. Meneses, mais tosco, foi substituído pelo populismo manipulador e mais burilado do Dr. Moura.
Por debaixo do sólido social-democrata Moura continua a existir um cínico, um timoneiro de trazer por casa.
O manipulador sobrevive das reacções dos outros, criatura mal amanhada que vai repetindo os mesmos gestos, espécie de personagem de filmes de ficção-científica de série B.
Temos pena. Anteontem a procriativa funcionalista, ontem o estrangeirado insípido, hoje o manipulador.
Não vou perder mais tempo com o Dr. Moura.
Amanhã esta gente pode estar no poder.
Copenhague, mon amour, here I came.
8/04/2008
AINDA HÁ ESPERANÇA?
O Bloco de Esquerda tem cometido uma série de erros crassos na sua estratégia. Se alguns desses erros não passam para a opinião pública (v.g. a tentativa pouco prudente de ganhar o "seu" espaço na CGTP, que acabou menos mal perante a reacção despropositada e desproporcional do "apparatchik" comunista naquela central) outros são verdadeiras marteladas no seu eleitorado.
A "guerrilha" com Sá Fernandes é uma das maiores marteladas nos próprios pés que o Bloco dá. É estúpida. Com isto o Bloco dá a ideia de ter todos os defeitos dos aparelhos partidários (luta por lugares, constante clima de conspiração, grupelhos), sem apresentar nenhuma vantagem decorrente de uma organicidade mais soft.
Felizmente que uma réstia de bom senso ainda está presente no espírito de alguns bloquistas, como Daniel Oliveira, até porque existe espaço político à esquerda do PS e o PC, por mais que tente, não o consegue ocupar.
A "guerrilha" com Sá Fernandes é uma das maiores marteladas nos próprios pés que o Bloco dá. É estúpida. Com isto o Bloco dá a ideia de ter todos os defeitos dos aparelhos partidários (luta por lugares, constante clima de conspiração, grupelhos), sem apresentar nenhuma vantagem decorrente de uma organicidade mais soft.
Felizmente que uma réstia de bom senso ainda está presente no espírito de alguns bloquistas, como Daniel Oliveira, até porque existe espaço político à esquerda do PS e o PC, por mais que tente, não o consegue ocupar.
7/30/2008
SINAIS INEQUÍVOCOS
Se dúvidas existiam sobre a fraqueza, a inconsistência e a pobreza franciscana da liderança de Manuela Ferreira Leite, elas são completamente esclarecidas pela constante intervenção "explicativa" do insigne doutrinador Prof. Vasco Graça Moura. Aqui.
7/29/2008
CLEPTÓMANOS
Esta notícia promete, se tiver algum fundamento, pôr os senhores doutores aos berros.
Se um empregador der formação profissional altamente especializada a um seu trabalhador, pode, de forma lícita, exigir que o mesmo permaneça na empresa durante um determinado tempo. De igual forma pode exigir que o trabalhador, durante um determinado prazo, mesmo depois de cessado o contrato, que não exerça a sua actividade na concorrência. Para além disso, existe um dever geral de fidelidade entre as partes.
Em Portugal, o exercício da Medicina está fora de todas estas regras.
Repare-se que um médico (profissão altamente especializada) é formado com dinheiro dos contribuintes. Essa formação tem um custo elevado, da qual o formando apenas paga uma ínfima parte.
Terminada essa formação, não só não é formalmente exigido ao médico que recompense quem o formou, como é sistematicamente violado o dever de fidelidade e de não concorrência.
É comum, de forma mais explícita ou mais encapotada, que os médicos reencaminhem, de manhã, doentes nos hospitais públicos, para à tarde os atenderem no privado, onde exercem, com o argumento que o serviço público não responde à procura.
Todos tem direito ao justo vencimento, independentemente dos critérios para se estabelecer o que é justo (oferta/procura, importância social do serviço prestado, etc.).
Só que quem quer ganhar dinheiro e fazer disso profissão, modus vivendi, não vai para médico. Vai para empresário, gestor. Não para médico.
Para além disso, o serviço prestado (medicina) não é propriamente elástico. Quer dizer, a esmagadora maioria das pessoas, não tendo acesso a médico, não vai recorrer a curandeiros.
Este monopólio "natural" precisa de regras.
Para médico só pode ir quem tiver vocação e perceber realmente o que é ser médico.
Sem prejuízo de existirem muitos médicos que são um exemplo cívico, a imagem da classe é hoje a do paradigma típico da ganância, do egoísmo e da completa ausência de ética.
O problema é que a adição e a dependência e outras vicissitudes do foro psiquiátrico são "patologias" de difícil tratamento.
Como por exemplo, a CLEPTOMANIA. Com uma pequena particularidade: o roubo não incide sobre coisas sem valor, mas sobre os bolsos alheios.
Se um empregador der formação profissional altamente especializada a um seu trabalhador, pode, de forma lícita, exigir que o mesmo permaneça na empresa durante um determinado tempo. De igual forma pode exigir que o trabalhador, durante um determinado prazo, mesmo depois de cessado o contrato, que não exerça a sua actividade na concorrência. Para além disso, existe um dever geral de fidelidade entre as partes.
Em Portugal, o exercício da Medicina está fora de todas estas regras.
Repare-se que um médico (profissão altamente especializada) é formado com dinheiro dos contribuintes. Essa formação tem um custo elevado, da qual o formando apenas paga uma ínfima parte.
Terminada essa formação, não só não é formalmente exigido ao médico que recompense quem o formou, como é sistematicamente violado o dever de fidelidade e de não concorrência.
É comum, de forma mais explícita ou mais encapotada, que os médicos reencaminhem, de manhã, doentes nos hospitais públicos, para à tarde os atenderem no privado, onde exercem, com o argumento que o serviço público não responde à procura.
Todos tem direito ao justo vencimento, independentemente dos critérios para se estabelecer o que é justo (oferta/procura, importância social do serviço prestado, etc.).
Só que quem quer ganhar dinheiro e fazer disso profissão, modus vivendi, não vai para médico. Vai para empresário, gestor. Não para médico.
Para além disso, o serviço prestado (medicina) não é propriamente elástico. Quer dizer, a esmagadora maioria das pessoas, não tendo acesso a médico, não vai recorrer a curandeiros.
Este monopólio "natural" precisa de regras.
Para médico só pode ir quem tiver vocação e perceber realmente o que é ser médico.
Sem prejuízo de existirem muitos médicos que são um exemplo cívico, a imagem da classe é hoje a do paradigma típico da ganância, do egoísmo e da completa ausência de ética.
O problema é que a adição e a dependência e outras vicissitudes do foro psiquiátrico são "patologias" de difícil tratamento.
Como por exemplo, a CLEPTOMANIA. Com uma pequena particularidade: o roubo não incide sobre coisas sem valor, mas sobre os bolsos alheios.
7/28/2008
CONFUNDIR CONTENÇÃO COM ARIDEZ
Para muitos dos comentadores (encartados ou não), a nova líder do PSD tem sido uma desilusão.
Ora, sinceramente não percebo porquê.
Basta ler com a devida atenção as crónicas que Manuela Ferreira Leite escreve no Expresso para se perceber que temos ali candidata.
Acontece que o discurso parco de Ferreira Leite confunde os comentadores, habituados ao tango trapalhão de Portas.
Tenho a absoluta convicção que por detrás, por baixo, ou por dentro das frases secas se encontra uma profundidade capaz de envergonhar um catedrático alemão.
Coisas como "O sintoma mais nítido de transição da adolescência para a idade adulta é a necessidade de independência em relação aos pais, é a rejeição a acções protectoras e inibidoras da iniciativa própria."
Ou a magistral definição "Prever significa enunciar o que pode acontecer no futuro."
Não são apenas coisas mais ou menos evidentes, ditas por quem aprendeu, há 40 anos, meia dúzia de ideias num país atrasado e semi-analfabeto.
Nada disso.
Ora, sinceramente não percebo porquê.
Basta ler com a devida atenção as crónicas que Manuela Ferreira Leite escreve no Expresso para se perceber que temos ali candidata.
Acontece que o discurso parco de Ferreira Leite confunde os comentadores, habituados ao tango trapalhão de Portas.
Tenho a absoluta convicção que por detrás, por baixo, ou por dentro das frases secas se encontra uma profundidade capaz de envergonhar um catedrático alemão.
Coisas como "O sintoma mais nítido de transição da adolescência para a idade adulta é a necessidade de independência em relação aos pais, é a rejeição a acções protectoras e inibidoras da iniciativa própria."
Ou a magistral definição "Prever significa enunciar o que pode acontecer no futuro."
Não são apenas coisas mais ou menos evidentes, ditas por quem aprendeu, há 40 anos, meia dúzia de ideias num país atrasado e semi-analfabeto.
Nada disso.
7/25/2008
OLÍVIAS
Esta notícia é apenas a fixação numérica do regabofe.
Como na velha rábula da Olívia Patroa e da Olívia Costureira, de manhã sindicalistas, à tarde deputados ou titulares de cargos políticos.
Não é preciso ser movido por nenhuma sanha persecutória para defender que isto é incompatível, vergonhoso e explica muita coisa.
Somos um país de medíocres, ainda por cima de medíocres petulantes.
Se alguém ingénuo ou tótó abre a boquinha para questionar esta gentinha cheia de si mesma, é logo metido numa caixa hermeticamente fechada e lançado ao mar, no seguimento de um desses almoços, em que se combina, com ar sério e grave, o destino da Nação.
Volta Yeltsin, que estás perdoado.
Como na velha rábula da Olívia Patroa e da Olívia Costureira, de manhã sindicalistas, à tarde deputados ou titulares de cargos políticos.
Não é preciso ser movido por nenhuma sanha persecutória para defender que isto é incompatível, vergonhoso e explica muita coisa.
Somos um país de medíocres, ainda por cima de medíocres petulantes.
Se alguém ingénuo ou tótó abre a boquinha para questionar esta gentinha cheia de si mesma, é logo metido numa caixa hermeticamente fechada e lançado ao mar, no seguimento de um desses almoços, em que se combina, com ar sério e grave, o destino da Nação.
Volta Yeltsin, que estás perdoado.
7/23/2008
CHUMBO - ADITAMENTO
O chefe dos senhores reitores veio justificar-se, dizendo que não tinham sido cometidos crimes e que também noutros organismos da Administração Pública existiam bons e maus.
Um discurso ao nível do melhor dirigismo desportivo.
Muito pedagógico, aliás.
Um discurso ao nível do melhor dirigismo desportivo.
Muito pedagógico, aliás.
BUROCRATAS E GUARDIÕES DO TEMPLO
Estou-me a cagar para o acordo ortográfico.
Eu e 250 milhões de pessoas.
Existem depois meia dúzia de génios que histéricas, gritam umas com as outras. Com tanto histerismo não perceberam que ainda estão dentro das garrafas. Nossa senhora nos livre de alguém, bem intencionado mas incauto, abrir uma rolha que seja.
Parto-lhe logo os cornos, para falar em bom português.
Eu e 250 milhões de pessoas.
Existem depois meia dúzia de génios que histéricas, gritam umas com as outras. Com tanto histerismo não perceberam que ainda estão dentro das garrafas. Nossa senhora nos livre de alguém, bem intencionado mas incauto, abrir uma rolha que seja.
Parto-lhe logo os cornos, para falar em bom português.
CHUMBO
Quando os senhores reitores e respectivo séquito vieram a público reclamar dos alegados cortes orçamentais, muito boa gente apoiou o protesto. Uns por mera guerrilha política, outros porque objectivamente vivem à conta. Esta notícia é o retrato fiel do desperdício, da irresponsabilidade e da incompetência.
No caso das corporações, que ao longo dos anos têm alimentado o status quo vivendo e prosperando à conta, inverte-se o ónus da prova.
TODOS SÃO RESPONSÁVEIS ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO.
No caso das corporações, que ao longo dos anos têm alimentado o status quo vivendo e prosperando à conta, inverte-se o ónus da prova.
TODOS SÃO RESPONSÁVEIS ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO.
7/16/2008
À DERIVA
Esperava, ou melhor, gostava sinceramente que o PS tivesse à sua direita(?) uma oposição minimamente credível. Não espero do PCP ou do BE qualquer contributo. Para além da questão estrutural destes partidos, acresce que o seu objectivo imediato passa apenas e só pela contagem de espingardas, pela disputa taco a taco pelo "povo de esquerda", leia-se à esquerda do PS, composto por um trágico cocktail de preconceito, ingenuidade, autismo e ignorância.
O conclave social-democrata, posto perante o perigo de dissolução do partido, agiu como sempre: de forma timorata e ciente da impossibilidade de resolução a curto prazo da maior parte dos problemas, deliberou, de forma cobarde e irresponsável, nomear Manuela Ferreira Leite, como o rosto do novo PSD. Manuela Ferreira Leite, a política, que não a pessoa entenda-se, é alguém que formou a maioria das suas opiniões, a sua mundividência, com base num país que já não existe, o país do restaurador olex, do respeitinho e de meia dúzia de manuais escolares com cheiro a bafio. Não conseguiu, como aliás muita gente não consegue, perceber o mundo hoje. Não consegue perceber que a Lisboa das senhoras de cabelo armado, de senhores compostos e de cafés chiques, ufana da sua modernidade de Duarte Pacheco, com polícias sinaleiros, já terminou. A procriação é apenas um sintoma.
Se o mau resultado se adivinhava, a sua dimensão trágica está a ultrapassar todos os limites.
Paulo Rangel entrou no ringue, acarinhado por todos, aqueceu frenético, acelerou em ponto morto e antes de sequer atingir o oponente, embrulhou-se nos próprios pés e caiu redondo. Ontem tentava justificar-se, ainda visivelmente combalido, na SIC Notícias.
Manuel Ferreira Leite continua com a mesma coerência de sempre: voltou a dar um belo exemplo sobre o que pensa da vida e da sociedade. Manuela julga que está a dar aulas a um conjunto de miúdos cábulas e ignorantes e neste contexto limita-se a abordar com leveza, um conjunto de ideias que quer que a pequenada aprenda. Ainda não percebeu que as suas ideias estão desfocadas da realidade, essa coisa cruel que está em permanente mudança. Tudo se resume a um sumário fastidioso e entediante. Aquilo que alguns qualificam de parco é apenas e só estéril.
Prova inequívoca disso mesmo é a crónica de hoje de Vasco Graça Moura, no Diário de Notícias, que tenta transformar o nada de Manuela em algo com a mínima relevância. Nem mesmo Vasco é provido da graça para tal.
Estão todos à deriva.
Cada um com o seu insuflável devidamente preparado para o salvamento, quando o barco se afundar.
O conclave social-democrata, posto perante o perigo de dissolução do partido, agiu como sempre: de forma timorata e ciente da impossibilidade de resolução a curto prazo da maior parte dos problemas, deliberou, de forma cobarde e irresponsável, nomear Manuela Ferreira Leite, como o rosto do novo PSD. Manuela Ferreira Leite, a política, que não a pessoa entenda-se, é alguém que formou a maioria das suas opiniões, a sua mundividência, com base num país que já não existe, o país do restaurador olex, do respeitinho e de meia dúzia de manuais escolares com cheiro a bafio. Não conseguiu, como aliás muita gente não consegue, perceber o mundo hoje. Não consegue perceber que a Lisboa das senhoras de cabelo armado, de senhores compostos e de cafés chiques, ufana da sua modernidade de Duarte Pacheco, com polícias sinaleiros, já terminou. A procriação é apenas um sintoma.
Se o mau resultado se adivinhava, a sua dimensão trágica está a ultrapassar todos os limites.
Paulo Rangel entrou no ringue, acarinhado por todos, aqueceu frenético, acelerou em ponto morto e antes de sequer atingir o oponente, embrulhou-se nos próprios pés e caiu redondo. Ontem tentava justificar-se, ainda visivelmente combalido, na SIC Notícias.
Manuel Ferreira Leite continua com a mesma coerência de sempre: voltou a dar um belo exemplo sobre o que pensa da vida e da sociedade. Manuela julga que está a dar aulas a um conjunto de miúdos cábulas e ignorantes e neste contexto limita-se a abordar com leveza, um conjunto de ideias que quer que a pequenada aprenda. Ainda não percebeu que as suas ideias estão desfocadas da realidade, essa coisa cruel que está em permanente mudança. Tudo se resume a um sumário fastidioso e entediante. Aquilo que alguns qualificam de parco é apenas e só estéril.
Prova inequívoca disso mesmo é a crónica de hoje de Vasco Graça Moura, no Diário de Notícias, que tenta transformar o nada de Manuela em algo com a mínima relevância. Nem mesmo Vasco é provido da graça para tal.
Estão todos à deriva.
Cada um com o seu insuflável devidamente preparado para o salvamento, quando o barco se afundar.
7/03/2008
MARCELOSE
Em trânsito pelo Aeroporto de Barajas ouvi boatos que davam como certo o lúcido e prestimoso deputado Bernardino Soares a liderar as FARC.
Não acredito.
O Dr. Bernardino tem ideias peculiares, mas não é estúpido.
Não acredito.
O Dr. Bernardino tem ideias peculiares, mas não é estúpido.
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